Fernanda Loureiro, psicóloga do CAD: “é momento de olharmos para frente, de nos encontrarmos com nós mesmos”

Em entrevista à equipe de comunicação do CAD, Fernanda fala sobre os sentimentos, relações e apresenta dicas para este momento atípico.

 

Como sabemos, a nossa psicóloga está em ação! Trabalhando home office e preparada para lidar com todas as questões que o isolamento social nos traz, Fernanda Loureiro tem atendido os alunos que a procuram, por meio de agendamento prévio.

Neste período, a psicóloga também tem estudado e se dedicado para entender melhor essa circunstância tão incomum que vivemos e os desdobramentos do momento para a saúde mental dos alunos, famílias, professores e funcionários.

Dessa forma, ela bateu um papo com a gente sobre alguns pontos relevantes. A seguir, confira a entrevista na íntegra.

 

Para você, quais as principais consequências para a saúde mental das famílias e alunos, em meio à pandemia?

No que se refere as questões emocionais, não há dúvidas de que o isolamento social potencializa os nossos sentimentos, sobretudo, os negativos. Como há uma maior exposição às incertezas, existe uma tendência para que tanto os familiares quanto alunos passem a apresentar comportamentos que não eram vistos antes da pandemia, desde a maior dificuldade na realização das atividades [que eram] habituais, até – em casos mais extremos – o desenvolvimento de alguma doença mental.

 

O fluxo e a velocidade das notícias e informações aumentam o sentimento de exaustão mental? Existem recomendações sobre isso?

O excesso de dados, bem como de referências desencontradas, pode causar uma grande sensação de desconforto. Sendo necessário, então, que haja um policiamento ao consumir tais informações. É importante ressaltar a necessidade de se buscar o conhecimento, no entanto, informar-se apenas de forma suficiente – não demasiadamente.

Definir os reais riscos da pandemia evita a possibilidade desse imaginário popular produzir a ideia de que ela não exista ou que não chegará aos nossos ambientes, fazendo com que não se tenha a devida seriedade ao fato. No entanto, a recomendação é de que se estabeleça um horário para a busca de informações sobre o assunto, que isso ocorra no máximo duas vezes ao dia. Além disso, é preciso restringir o consumo de informação às fontes confiáveis, como sites de notícia com credibilidade e canais oficiais. Por fim, também devemos buscar notícias positivas. Essas medidas evitam uma exaustão mental.

 

Podemos dizer que a ansiedade trata principalmente das incertezas do futuro? Se sim, como ponderar essa sensação, diante de dias subsequentes cada vez mais incertos?

A ansiedade trata-se de um sentimento vago e desagradável de medo, apreensão, que se caracteriza por tensão ou desconforto derivado de antecipação do perigo, de algo desconhecido ou estranho. É importante que se possa diferenciar a ansiedade dita como normal da ansiedade patológica, para isso é necessário avaliar se a reação ansiosa é de curta duração, autolimitada e relacionada ao estimulo do momento ou não. A ansiedade é tida como patológica quando passa a se apresentar de forma exagerada, desproporcional em relação ao estímulo, sendo muito diversa do que se observa como norma naquela faixa etária e passa a interferir na qualidade de vida, trazendo desconforto emocional ou dificuldade de desempenhar as atividades diárias.

Se o individuo apresenta tal comportamento é necessário que o mesmo busque ajuda profissional especializada na área.

 

Sabe-se que a ansiedade é um estado emocional cada vez mais comum da vida moderna e que tem afetado muitos adolescentes e pré-adolescentes. Em tempos de pandemia, percebe-se um aumento dessa sensação. Assim, quais seriam as suas dicas e recomendações para os nossos alunos que enfrentam a ansiedade?

Após observar que se trata de uma forma leve de ansiedade, existem alguns cuidados que devemos tomar para lidarmos com a mesma da melhor maneira possível, para que não haja um grande impacto na saúde mental. Separei alguns pontos que podem ajudar:

Primeiramente, é importante se ter uma rotina, criar horários de estudos, intervalos, refeições e também ter momentos de descanso e lazer, a rotina é fundamental para organizar a mente durante o período de isolamento social. Praticar atividades físicas também ótima maneira de combater o estresse e ansiedade, melhorando a autoestima, a qualidade do sono e de concentração. Como já dito, filtrar as informações também é essencial. O excesso de informações pode gerar sentimentos de ansiedade, angústia e medo. Distrair a mente com livros e filmes podem nos levar para outras realidades, o que é ideal para sairmos um pouco da atual situação. Seja solidário, pois, no momento em que exercitamos a empatia, nos colocando no lugar do outro, nos sentimos melhor e termos a certeza que estamos fazendo a nossa parte diante de tudo. Por fim, procure ajuda da psicologia. Se perceber que não consegue lidar com a ansiedade, a ajuda profissional é fundamental.

 

A desconfiança da ciência, incitada principalmente por essa grande onda de fake news, pode piorar a ansiedade? Explique. 

Talvez de forma indireta. Consumir informações falsas podem iniciar ou agravar quadros ansiosos, por isso a importância de sempre buscar informações de fontes seguras e confiáveis e na dúvida não repassar informações. Nesse momento, é de extrema importância compreendermos que a ciência é a fonte mais confiável de informação acerca da Covid-19.

 

Muito se fala sobre que as sensações de medo e pânico ficaram afloradas a partir da existência desse inimigo invisível: a pandemia de Covid-19. Como lidar com isso?

Assim como a ansiedade, os sentimentos de medo e pânico podem ficar mais evidentes e difíceis de serem controlados nesse período de incertezas. Podemos tentar lidar com esses sentimentos da mesma forma que faremos com a ansiedade. Assim, as dicas já sugeridas para a ansiedade também servem para esses casos.

Além disso, reitero, se perceber que – seguidas as dicas – os sintomas graves de medo e pânico ainda perdurem, procure ajuda profissional. Mesmo em atendimentos à distância, o acompanhamento de um psicólogo é fundamental nesses casos.

 

Você considera que as sensações de impotência e pessimismo podem surgir diante dessa crise? Se sim, como lidar com elas?

Em períodos difíceis [como o que estamos vivenciando] é comum que os sentimentos negativos se sobressaiam aos positivos. Para lidar com essas sensações, é importante a prática da resiliência, que é a capacidade de lidar com os problemas e adaptar-se às mudanças. Ou seja, buscar encarar o problema de frente, sem entrar em pânico e/ou pensar em formas de resistir à crise, até que a situação se normalize.

 

Sobre essa nova rotina familiar, limitada ao isolamento físico, quais orientações podemos dar às famílias e alunos? É possível delimitar horários e espaços de trabalho, estudo e lazer mesmo em confinamento?

A receita para o convívio é a mesma: não há receita certa. Conviver é algo que sempre está em construção, mas, talvez seja preciso uma maior dedicação ao equilíbrio na convivência agora, considerando sua maior intensidade.

Uma das possibilidades é que os familiares pensem conjuntamente sobre uma nova rotina, durante o período de isolamento. Ao invés de impor regras de acordo com a hierarquia de cada família, a decisão de divisão e distribuição de tarefas domésticas devem acontecer em comum acordo e podem contribuir com a harmonia familiar. É viável e necessário que se delimite horários para o cumprimento dessas atividades, mas, para que isso seja possível, é preciso que se respeite a individualidade de cada sujeito, bem como as suas necessidades específicas.

Em meio a pandemia, os momentos de lazer se tornaram ainda mais essencias de serem vividos dentro do lar e, se forem realizados de forma conjunta, tornam-se ainda mais prazeroso. Resgatar brincadeiras antigas, assistir filmes e praticar esportes juntos, mesmo que em casa, torna-se ainda mais divertido.

 

Sobre as relações sociais e momentos de diversão, como lidar e buscar a aceitação dos limites que grande parte da nossa convivência acontecerá virtualmente – através de uma tela? 

É necessário compreender que trata-se de uma situação passageira, incerta, mas, que vai passar. Se reinventar é fundamental. De nada adianta “brigar” com a realidade. É preciso, em primeiro lugar, aceitar essa condição e fazer o melhor possível diante ela.

 

Podemos dizer que a sensação de ócio se torna mais frequente neste período? Como lidar com ela?

Provavelmente sim. Em algumas pessoas mais que em outras, justamente por sermos seres subjetivos e individuais. Acredita-se que a forma mais eficaz de buscar combater o ócio é o estabelecimento de uma rotina, no entanto, é preciso conhecer e respeitar seus limites. Não precisamos nem devemos ser produtivos o tempo todo é preciso compreender que possuímos limitações e respeitá-las

 

Deixe sua mensagem final para alunos e famílias.

É momento de olharmos pra frente, de nos encontrarmos com nós mesmos. Em um ritmo novo, com olhar atento e sensível, é hora de transformação.

Seguimos confiantes que em breve possamos estar todos juntos novamente.

2ª Live CAD dará início à Semana do Meio Ambiente

Na data em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, sexta-feira (05/06), às 17h, professores do Ensino Médio do CAD, além de um biólogo/ pesquisador convidado, realizam uma live com o tema “Pandemia: um reset ambiental?”. O objetivo é apresentar um debate interdisciplinar, trazendo as perspectivas das áreas de química, física e biologia sobre os reflexos ambientais da pandemia de Covid-19 para a sociedade e o planeta. A transmissão, que acontecerá no Facebook, Instagram e You Tube da escola, será a abertura oficial da Semana do Meio Ambiente no Colégio, que seguirá até o sábado (13) com exibições de vídeos e atividades envolvendo todas as séries.

De acordo com Inácio Neto, professor de biologia e mediador da próxima Live CAD, estamos em uma fase de mudanças e incertezas. “Não temos como saber se terminaremos melhor ou pior pós pandemia. Alguns dados já revelam a grande diminuição de poluentes na atmosfera mas, em contrapartida, mostram o aumento do desmatamento e a falta de consciência popular em relação ao descarte de máscaras e rejeitos tóxicos. O uso demasiado e incorreto de medicações já estão sendo percebidos também. Reflexões sobre as causas e consequências disso tudo, com a avaliação de diferentes áreas, é a grande finalidade da nossa live”, disse Inácio.

O também professor de biologia, Ronaldo Justino, ressalta a importância desse debate para os jovens estudantes. “Vivemos um período inusitado na história do nosso planeta. Toda humanidade encara e aprende conjuntamente com tudo isso. Mostrar ao alunado as importantes reflexões desse momento é também nosso papel como educadores. Esses assuntos podem vir a ser tema do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)? Certamente. Mas esse não é o foco dessa live. Queremos mostrar aos nossos alunos e para toda sociedade [já que a transmissão é de livre acesso] o papel de cada um de nós sobre a preocupação com o que vivemos e a necessidade preservação do meio ambiente”, afirmou Ronaldo.

Outro projeto encabeçado pelo Ensino Médio nesta Semana do Meio Ambiente será a exposição fotográfica: “Escuta ambiental: ver, sentir e registrar”, liderada pelo professor de biologia, Evaldo Santos. Diante deste momento de isolamento social, as imagens do meio ambiente serão captadas pelos alunos, com diferentes olhares e percepções. As fotografias serão exibidas no site (www.alfredodantas.com.br) e nas redes sociais da escola (/colegiocad), além de serem trabalhadas em aula remota interdisciplinar de biologia, geografia, filosofia, história, literatura e química. O objetivo da atividade é provocar no aluno a consciência de que ele faz parte de um processo interdependente no qual todos estão inseridos.

O Ensino Fundamental (Anos Finais) também apresenta uma programação especial durante toda Semana. De 05 a 13 de junho, professores e alunos exibirão vídeos com mensagens e encenações sobre os mais diversos temas, tais como: hábitos de higiene como prevenção de doenças, importância da vacina e cuidados com a automedicação, a ameaça das “fake news” durante a pandemia, a importância do uso das máscaras, o aumento do gasto de energia e diminuição do consumo de combustíveis – em decorrência do isolamento social – e, por fim, a reflexão: “qual o mundo em que eu quero viver?”.

Todos os temas citados serão objeto de reflexão para as crianças do Ensino Fundamental (Anos Iniciais). Fotos enviadas por elas, em momentos de vivência com a natureza, serão utilizadas no vídeo “Acordo para o Futuro”, que será exibido nas redes sociais do CAD. O filme aborda sobre as respostas positivas do meio ambiente, diante da necessidade de isolamento – imposta pela pandemia – e propõe uma transformação pessoal, um acordo para uma melhor relação futura com o ecossistema.

1ª Live CAD encerra a Semana da Poesia 2020

 

Ontem (28/05) o Colégio Alfredo Dantas realizou a 1ª Live CAD, primeira de muitas, não temos dúvidas. A transmissão encerrou a Semana da Poesia 2020, evento que ocorreria em 20 de março, mas foi interrompido pela necessidade de suspensão das aulas em decorrência do agravamento da pandemia de Covid-19.

Quem conseguiu acompanhar, sabe que foi um momento especial, divertido e extremamente rico – tanto no teor das discussões como no engajamento de todos os envolvidos. Os estudantes do 6° apresentaram um show de talentos. Assim como a coordenadora Germana Diniz e as professoras Amanda Melo e Alessandra Souza – essas mostraram o verdadeiro sentido de superação.

Estimular interesse por poesia e literatura entre estudantes do Colégio e de outras escolas, além de promover momento cultural de entretenimento nesta quarentena, também foram objetivos da live. Na ocasião, o autor do livro Pequeno Príncipe em Cordel, Josué Limeira, dialogou sobre sua obra com professoras e alunos. O cantor e sanfoneiro Fabiano Guimarães também fez parte do evento, ao vivo, apresentando o que sabe fazer de melhor: muito forró e alegria.

A escolha do tema também foi pensada para esse momento de crise mundial, de acordo com a professora Alessandra Souza. Segundo ela, O Pequeno Príncipe é uma obra atemporal e significativa para diferentes faixas etárias e circunstâncias da vida. Com teor filosófico e poético, provoca reflexões sobre o valor da amizade e outros sentimentos. “Inicialmente iríamos discutir sobre a cultura nordestina e literatura de cordel, tão brilhantemente apresentadas na obra de Josué. Agora, diante dessa nova realidade, acreditamos que emoções resultantes desta pandemia também estão presentes na obra, por isso, também as abordamos em nosso debate”, informou a professora.

Para a coordenadora do Ensino Fundamental (Anos Finais), Germana Diniz, o mundo mudou e, diante da atual realidade, as escolas também precisaram se reinventar. Ela acredita que, unindo boa pedagogia com criatividade e tecnologia, é possível manter as aulas e rotinas de atividade/estudo. “A criação das lives para a nossa escola faz parte desse novo mundo. Elas passarão a integrar nosso leque de possibilidades – visando cumprir com nosso cronograma de palestras, debates, celebrações e muito mais”, finalizou.

Um desafio cumprido com maestria. Parabéns aos envolvidos!

 

Caso não tenha conseguido assistir, a gravação da live continua disponível, confira aqui.

01 de Maio – Dia do Trabalho

Neste 01 de maio inusitado – em meio à uma pandemia – o Dia do Trabalho, feriado de tamanho significado para o nosso país, ganha um peso ainda maior.

Pensando nisso, refletimos sobre como a vida profissional dos nossos professores e funcionários foi afetada nesta quarentena e questionamos quais lições podem ser extraídas dessa mudança. Confira algumas respostas.

 

“Numa aula inesquecível, uma professora falou: ‘aprendizagem é o que fica depois que você esquece tudo o que achava que sabia’. Eu nunca pensei tanto nessa frase quanto agora. Me pego tentando lembrar como eram as minhas aulas há 16 anos, quando entrava no CAD. Era um terreno desconhecido, novo e promissor. Cada aula um desafio, cada ano uma aquisição de valores. A cada Jornada Pedagógica, ouvindo Paulo [diretor do Colégio] dizer: ‘O CAD não é feito apenas por ferro e tijolos, é feito de sangue e coração’, acreditei na emoção com que essas palavras foram proferidas e aprendi a amar ainda mais o meu trabalho. Nunca duvidei das minhas escolhas. A quarentena trouxe consigo lições valiosas e uma delas é: seja flexível, resiliente, inventiva e, sobretudo, mantenha o seu coração de estudante pois, tudo o que é sólido se dilui no ar. Seja a melhor versão de você mesma”.

Professora Doraci Maria
(16 anos de CAD)

 

“Há vinte e seis anos trabalhando no CAD, sempre contando com o convívio e contato humano, nunca imaginei que enfrentaria algo parecido. Agora, encarando esse desafio, aprendi sobre a nossa capacidade de nos reiventar. Vou lutar para dar o melhor de mim, até que tenhamos de volta esse calor humano”.

Professor Jurandir Olimpio
(26 anos de CAD)

 

“Aprendi que as nossas fragilidades ajudam a descobrir a empatia e a solidariedade que transformam colegas de trabalho em amigos; que uma palavra, simples e verdadeira, de incentivo nos faz vencer medos e incertezas, renovando a força para nos reiventarmos não só como profissionais, mas principalmente como seres humanos”.

Professora Carla Germana
(6 anos de CAD)

 

“Sou uma profissional que anseia por contato social e com uma vida muito ativa. Agora, do nada, tudo se transformou! Sinto falta de entrar no CAD e cumprimentar meus colegas de trabalho, além de receber o carinho dos alunos e ex-alunos. Mas, por mais contraditório que pareça, o isolamento também me aproximou muito mais da equipe. Hoje compartilhamos saberes e assim, superamos a distância todos os dias. Posso dizer que aprendi principalmente que a felicidade verdadeira está nas situações mais simples e cotidianas – coisas imateriais”.

Professora Patrícia Maia
(5 anos de CAD)

 

“A palavra rotina parece difícil neste momento de isolamento social, mas, diante do caos, precisei sair do trilhos para encontrar outros caminhos e me adaptar aos novos hábitos e estratégias”

Valeska Agra Araújo – Funções Administrativas
(13 anos de CAD)

 

“Aprendi a aprender. Em meio ao caos, descobri novas tecnologias, estratégias de comunicação e de concentração, afinal, todos os dias surgem novos desafios e devemos enfrentá-los com resiliência e empatia. Só não consegui aprender a me distanciar dos sorrisos, do sobe e desce da rampa, do entra e sai dos alunos na sala de aula, do bom dia e do abraço dos colegas.
Acredito que o nosso retorno será repleto de cumplicidade e fraternidade, que esse breve intervalo servirá para aumentar a força dos laços que nos une há 16 anos e que certamente nos conduzirá por novos caminhos sempre juntos”.

Coordenadora Alrilêida Lopes
(16 anos de CAD)

 

“Durante minha trajetória no CAD, trilhei um caminho cheio de amor. Percebo que a imagem de supervisora brava que os alunos tinham de mim, se tranformou na visão de alguém sempre disposta à ajudar, ouvir e oferecer carinho nos momentos difíceis. Isso conforta meu coração. Neste cenário de distanciamento social que vivemos, passei a receber muitas mensagens e depoimentos de afeto. Para mim, isso revela que estou no caminho certo e que assim, juntos e unidos, que devemos seguir. Essa foi minha grande lição”.

Supervisora Kiara Diniz
(7 anos de CAD)

 

O que fica em nossa memória

O contato, o afeto, o carinho e a interação também fazem parte do processo de ensino-aprendizagem. Quando perdemos isso, perdemos também um pouco do que é SER uma escola. É difícil imaginar uma rotina escolar sem abraços, beijos… aquele contato físico que é tão nosso, tão brasileiro.
Hoje vivemos essa saudade, mas, que bom ter boas lembranças que nos fazem falta, não é mesmo? Isso significa que temos histórias – ótimas recordações. Cada um de nós que fazemos o CAD trazemos conosco as nossas bagagens de memórias – lembranças que nos acompanharão para sempre.
Hoje, 24 de abril, data em que se comemora o Dia Nacional da Família na Escola, queremos encher nossos corações e sentir a presença do nosso Colégio dentro de nós que somos a família CAD. O distanciamento físico que vivemos é necessário para o bem comum de todos, logo vai passar, mas, o que fica em nossa mente, ahh… isso ninguém pode apagar.

Para dias ociosos: bons livros!

Já que estejamos em casa, porque cuidamos de todos (quem conhecemos e quem não conhecemos), podemos aproveitar para usar nosso tempo para ativar a nossa imaginação.

Que projetos queremos colocar em prática?

Que sonhos queremos realizar?

Podemos também viajar naquele livro que não achávamos tempo pra ler. E, para isso, disponibilizamos alugumas boas opções em PDF, além de inúmeros gibis da Turma da Mônica. Aproveite!

 

Gibis da Turma da Mônica

Dia Internacional da Mulher

Feminismo

O dia 8 de março representa um marco histórico na luta das mulheres por mais dignidade e igualdade. Ela foi iniciada no século XIX e continua até o dia de hoje. Desta batalha surgiu o termo ‘feminismo’ – movimento que preconiza a ampliação da participação as mulheres na sociedade e a busca por igualdade de direitos. Por isso, neste Dia Internacional da Mulher, trazemos alguns fatos que reafirmam a importância dessa luta. Entendê-los é essencial.

 

ASSÉDIO
40% das mulheres acima de 16 anos já sofreram assédio.

 

BRECHA SALARIAL DE GÊNERO
Uma mulher ganha 18,8% menos, exercendo a mesma função que seu colega de trabalho homem.

 

PATRIARCADO E OBJETIFICAÇÃO
Sistema sociopolítico em que o gênero sobremacia sobre outros gêneros. Desse sistema surge ideias como objetificação, que é a condição de colocar a mulher à condição de objeto, considerando somente atributos sexuais e beleza física.

 

FEMINICÍDIO E VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
O termo feminícidio trata do do assassinato de uma mulher, em função do seu sexo. No Brasil temos uma taxa de 4,8 feminicídios a cada 100 mulheres – 5ª maior do mundo. Além disso, a cada 7,2 segundos uma mulher é vítima de violência física doméstica no Brasil.

 

Mulheres de luta

Além disso, ressaltar a importância dos nomes e trajetórias que fizeram e continuam fazendo história na luta feminista é fundamental. Conhecimento é poder. Nesta data tão importante, separamos o feito de algumas mulheres inspiradoras nesta causa. Confira!

 

HILDA HIST
Uma das maiores escritoras brasileiras. Defendia a liberdade da mulher em suas obras.

 

MARIA DA PENHA
Líder de movimentos em defesa do direito da mulher. Vítima de violência doméstica. Em 2006 foi sancionada a lei que leva seu nome: a Lei Maria da Penha, importante ferramenta legislativa no combate à violência doméstica e familiar contra mulheres no Brasil

 

NÍSIA FLORESTA
Autora do livro “Direito das mulheres e injustiça dos homens”, considerada a primeira obra feminista no Brasil.

 

QUITÉRIA DE JESUS
Heroína da Guerra da Independência. Foi a primeira mulher a integrar uma unidade militar das Forças Armadas no Brasil.

 

 

 

Oscar 2020: os melhores documentários e curtas e onde assisti-los

Aqui, a estatueta é só um detalhe. Aproveite a festa para assistir a ótimos filmes que mostram a vida em diferentes países

 

Documentários são ótimas ferramentas de estudo. Aproveitando os melhores recursos do audiovisual, eles abordam, de uma maneira atrativa, histórias importantes para entender o passado. E também trazem temas atuais relevantes para a discussão.

Um ótimo exemplo dessas qualidades são as obras indicadas ao Oscar em 2020, na categoria Melhor Documentário e Melhor Documentário de Curta-Metragem. Por isso, listamos o assunto que elas tratam e onde é possível assistir cada uma delas, antes da premiação, que aconteceu no último domingo (9).

 

Melhor Documentário

Indústria Americana

O filme de Julia Reichert e Steven Bognar conta a história da Fuya, empresa chinesa de vidros, que se estabelece nos Estados Unidos, em uma antiga fábrica da General Motors na periferia de Dayton, Ohio. Nela, operários chineses e americanos trabalham lado a lado.

Indústria Americana mostra como questões econômicas e políticas amplas frequentemente também são questões culturais. O trabalho, por exemplo, é visto de forma bem diferente entre os dois grupos ilustrados na obra. O documentário, uma produção do casal Obama, está disponível na Netflix.

 

The Cave

The Cave, de Feras Fayyad, apresenta as grandes dificuldades de um grupo de médicos num hospital parcialmente subterrâneo na Guta Oriental, cercada durante cinco anos na Guerra da Síria, iniciada em março de 2011.

A jovem pediatra Amani Ballour é quem gerencia o hospital, e ao lado de suas colegas Samaher e Alaa reivindicam o direito de trabalhar como iguais ao lado de profissionais homens – algo extremamente difícil diante da cultura patriarcal em que vivem.

Você pode conferir as reprises do filme no National Geographic nos dias: 7 de fevereiro, às 21h45; 8 de fevereiro, às 23h20 e 9 de fevereiro, às 18h.

 

Democracia em Vertigem

Dirigido pela brasileira Petra Costa, a obra mostra o processo de impeachment de Dilma Rousseff e a crise política enfrentada no Brasil da perspectiva da cineasta, que é filha de militantes que lutaram contra a Ditadura Militar e neta de um dos fundadores da Andrade Gutierrez, empreiteira que sempre teve estreitos laços políticos. Ela analisa o o cenário nacional e os rumos que a democracia está tomando no mundo, diante da a ascensão da direita populista. Disponível na Netflix.

 

Ainda não têm data de estreia no Brasil, mas vale esperar:

For Sama

A jornalista e cineasta síria Waad al-Kateab filmou durante cinco anos sua vida na cidade de Aleppo tomada por rebeldes durante a Guerra da Síria. Enquanto documenta a violência que a cerca, ela também registra seus momentos pessoais como o casamento e o nascimento da filha, Sama, que dá nome ao filme. Na obra, Kateab fala sobre o medo que sentia dos efeitos que o efeito teria sobre sua família.

 

Honeyland

Honeyland, direção de Tamara Kotevska e Ljubomir Stefanov, mostra como funciona o equilíbrio em um ecossistema e os fatores que podem influenciá-lo, por meio da história de Hatidze. Ela vive em uma montanha isolada e faz apicultura (criação de abelhas). Até que outras pessoas chegam à região e realizam a prática a partir de regras diferentes, trazendo grandes consequências para a natureza.

Já é bom deixar anotado o nome desse filme que pode te ajudar em uma questão de Biologia e em discussões de como a interferência humana no meio ambiente e seus impactos em animais.

 

Melhor Documentário de Curta-Metragem

A Vida em Mim

O documentário sueco–americano, dirigido por Kristine Samuelson e John Haptas, retrata a Síndrome da Resignação, doença que atinge centenas de jovens e crianças refugiados na Suécia. Com as causas ainda pouco conhecidas pela comunidade médica, os sintomas são parecidos com os do coma.

Elas param de falar e recusam comida e bebida. Com o tempo, só ficam deitadas, em estado quase vegetativo, mas com todas as suas funções vitais preservadas. Disponível na Netflix.

 

Walk Run Cha-Cha

(Disponível no canal do Youtube do The New York Times).

No curta americano, a cineasta Laura Nix conta a história de Paul e Millie Cao, um casal apaixonado que teve suas vidas drasticamente afetadas pela Guerra do Vietnã. Quarenta anos depois, eles se tornaram profissionais de sucesso no sul da Califórnia e estão se redescobrindo na pista de dança.

 

In the Absence

(Disponível completo no Youtube).

In The Absence, do diretor coreano Seung-jun Yi, retrata o resgate frustrado da embarcação MV Sewol, que naufragou na Coreia do Sul no dia 16 de abril de 2014. O navio tinha 476 tripulantes e apenas 164 foram salvos. A maioria das vítimas eram estudantes e professores da escola secundarista Danwon. Até hoje ainda não se sabe a real causa da tragédia.

 

Ainda não estão disponíveis:

Learning to Skateboard in a War Zone (If You’re a Girl)

A diretora Carol Dysinger mostra a realidade de garotas afegãs, em Cabul, que precisam quebrar grandes barreiras para estudar, sonhar com um futuro profissional e andar de skate, em meio a conflitos e machismo.

 

St. Louis Superman

O curta da MTV Documentary Films, direção de Sami Khan e Smriti Mundhra, traz a história do rapper, político e ativista negro Bruce Franks Jr. Mesmo com todas suas dificuldades, dores e traumas, retratados no filme, como a morte do seu irmão na infância, é conhecido como super-homem por seus eleitores.

 

 

Veja também:

Como os indicados ao Oscar 2020 podem te ajudar no vestibular

Fonte: guiadoestudante.abril.com.br

#ExAlunoCAD – Aldrighi Luiz

Olha que história legal! Esse é Aldrighi Luiz Marques de Oliveira, um ex-aluno CAD declaradamente acanhado, que não venceu apenas a sua timidez, mas se tornou um notório acadêmico e um profissional premiado. Uma história realmente inspiradora.

Aldrighi nos falou que seu amor pela química iniciou nas aulas de eletrólise no CAD. Ele também nos contou que muito do seu sucesso atual se deve aos aprendizados e vivências que teve na escola. “Tudo isso começou quando os professores do Colégio Alfredo Dantas acreditaram naquele menino muito tímido vindo do interior”, disse.

Concluinte de 2002, Aldrighi foi aprovado no seu primeiro vestibular, com apenas 17 anos de idade. Cursou engenharia química na UFCG, onde também realizou o seu mestrado e seguiu com essa honrosa carreira acadêmica e profissional. Teve trabalhos divulgados em revistas nacionais e internacionais. E, ainda, recebeu o maior prêmio da indústria do alumínio da África Austral, o ‘Vice-President Awards’.

Natural de Teixeira – PB, hoje o ex-aluno do Colégio trabalha em uma multinacional em Maputo, capital de Moçambique, na África Oriental – sua atual moradia.

Desejamos cada dia mais êxito em sua jornada, Aldrighi. Obrigado por compartilhar conosco essa fascinante trajetória.

Ex-aluno de sucesso

 

O nosso ex-aluno Fabiano Guimarães é hoje um cantor e sanfoneiro renomado. Participou do programa Raul Gil, se apresentou ao lado de inúmeras celebridades e tem sempre uma ampla agenda de shows. É sim uma grande honra para nós.

 

 

Fabiano fez parte da festa do Centenário CAD. Na ocasião, ele representou um grande número de pessoas que passaram por nossa escola, famosos ou não, mas que nos enchem de orgulho pela história de vida que traçaram, guiados por tudo que foi vivido e ensinado aqui no CAD.

 

 

Sobre ex-alunos famosos, em uma história centenária, como se pode imaginar, acumulamos vários deles. Dessa lista, podemos citar os escritores Ariano Suassuna e Bráulio Tavares, o cantor Zé Ramalho, a deputada federal Luiza Erundina, a ativista cultural Eneida Agra Maracajá e muitos outros.

É, essa é uma história muito gratificante. São 100 anos muito bem vividos.